Industria de Papel e papelão
Industria de Papel e Papelão
14/04/2012 20:03
No dia 14 de abril de 2012, tive a oportunidade de fazer uma visita a Fábrica Simone, recepcionado pelo gerente João Acir, também conhecido como Nei e pela Auxiliar de Escritório Ana Paula.
Localizada no bairro Cachoeira, Distrito do Amparo - Tibagi, a 9 km do São Bento, a Indústria de Papel e Papelão Simone, popularmente conhecida como Fábrica Simone, iniciou-se em 1968 com a construção de uma barragem e tendo início às primeiras produções em 1970, em 1972 iniciam-se a produção de “papelão Paraná” vindo a trabalhar com papel reciclado somente em 1998 e neste modo de produção vem atuando até os dias de hoje.
A reciclagem do papel é de extrema importância para o meio ambiente. Como sabemos, o papel é produzido através da celulose de determinados tipos de árvores. Quando reciclamos o papel ou compramos papel reciclado estamos contribuindo com o meio ambiente, pois árvores deixaram de ser cortadas.
No início tinha na faixa de 70 funcionários e por ser um processo artesanal a produção era de aproximadamente de 60 a 70 toneladas ao mês, hoje em dia com as máquinas tem-se uma produção quase 10 vezes maior, 20 toneladas ao dia, numa produção sem interrupções chegaria a 600 toneladas ao mês, hoje com um número de 47 funcionários, sendo dois de Ponta Grossa e o restante de Tibagi, mais precisamente, do Distrito do Amparo.
O processo da fabricação do papel de uma forma resumida da que me foi explicada pelo gerente Nei é a seguinte:
O papelão de reciclagem entra num tanque que faz a moedura, dissolvendo-o e encaminhando-o para outro tanque, passa por um refinador onde se acerta a consistência, indo para outro tanque de boca de máquina e volta para a caixa de nível fazendo a formação do papel. Na seqüência mistura-se com uma substância e tiram-se todas as impurezas do papel indo para um depurador, seguindo para duas prensas e para o secador, após isso passa pela “enroladeira” e a “bobinadeira”, onde se acerta o formato final formando a bobina.
Recentemente, aproximadamente dois anos foi instalado uma máquina que produz chapas de papelão com o papel das bobinas. Antes eram encaminhadas as bobinas para a fabricação das chapas em Ponta Grossa onde formavam as caixas de pizza, que é a finalidade de toda a produção da indústria, que fornece Londrina, Ponta Grossa e São Paulo, com a nova máquina as chapas já saem daqui deixando para Ponta Grossa somente o corte e as dobraduras das caixas. Não podemos deixar de destacar que alem do aumento da estrutura da Indústria com a nova máquina teve também um aumento de sete funcionários. A expectativa é que futuramente a máquina que produz as caixas também seja instalada na Indústria.
Nei faz questão de citar a preocupação que a Indústria tem com o meio ambiente, que ela está situada na beira do rio, mas que não o polui , explica-me o processo de decantação da água com os resíduos e do aproveitamento que se tem deste “resto de material”, que não é desperdiçado sendo despejado no rio e da economia que se tem fazendo este processo, mas principalmente, que assim fazendo, a indústria não polui o rio.
Dentro da Indústria possui quatro geradores e recebo a explicação de que quando passamos por um processo de estiagem os geradores não trabalham em sua totalidade e isso reflete no funcionamento das máquinas. Existe uma expectativa de geração de energia pela Copel que fará com que a Indústria não sofra com a falta de chuva.
Existem quatro tipos de papeis que são produzidos na fábrica: Kraft, o miolo (que faz aquela parte ondulada no meio das chapas de papelão) o branco e Paraná, estes dois últimos de melhor qualidade.
Saem diariamente quatro caminhões de chapas para Ponta Grossa e lá se fazem 20.000 caixas de pizza por hora.
Está foi à primeira vez tive a oportunidade de conhecer a Indústria Simone, realmente fiquei impressionado com estrutura e produção, gostaria de agradecer ao Nei que me deu total atenção, parabenizar a todos os funcionários responsáveis por todo o processo acontecer e dizer que para nós, moradores do Distrito do Amparo é um orgulho ter instalações desse porte em nossa localidade e espero que tenha conseguido compartilhar com os moradores do Distrito do Amparo e leitores da Amparnet minha visita com as fotos e um pouco das explicações que recebi, e numa tentativa mais otimista também mostrar a empresários, empreendedores e políticos que nossa região tem potencial e mão de obra em abundância para receber novos investimentos.
E não poderia deixar de comentar que todas as próximas vezes que comer uma pizza entregue numa caixa, inevitavelmente me virá um questionamento:
Será que o papelão dessa caixa de pizza foi produzido na Indústria Simone no Distrito do Amparo?
Texto e imagens: Jiuliano Lourenço.
